Vindima no Douro

Das uvas da vinha da Parida, de Ervedosa do Douro, fizemos este belo lagar com 4000 kg. Vindima na 5ª feira, um dia luminoso com um vento fresco, cerca de 23º de temperatura. As uvas foram desengaçadas no dia seguinte, depois de uma noite ao frio para arrefecerem. Por volta das 19 horas de 6ª feira começou o "corte" do lagar, a pisa a pé com cinco rapazes, durante cerca de 3 horas. Uma da noite de Outono muito fria, uma maceração perfeita. Grau alcoólico provável 13,5º / 14º.




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Uma parte da história, por António Lopes Ribeiro

Nasci em Dezembro de 1970, numa casa de granito construída pelo meu pai, António Ribeiro, num terreno herdado pela minha mãe, Maria Fernanda, outrora pertença do meu avô que por sua vez o tinha recebido do meu bisavô. A pedra utilizada na sua construção foi, ela própria, arrancada nesse terreno. Segundo conta o meu pai, hoje com mais de 80 anos, a casa e os armazéns demoraram dois anos a construir. De uma terra inóspita e praticamente inculta nasceu uma bela construção e vários terraços perfeitamente aráveis, onde viria a nascer a vinha do Outeiro. Conta também que, nesse ano, em virtude da grande preocupação com a obra, perdeu praticamente toda a colheita de vinho...

Mesmo assim ainda teve tempo para plantar uma nova vinha. Nasci sobre uma adega, com cubas de betão, lagar e tonéis. Em Dezembro os vinhos ainda se ajeitavam no interior do vasilhame e os seus aromas atravessavam o tabuado que separava a adega do meu quarto. Sou o quarto filho, irmão de Adriano, Hélder e Jorge.