Opening holes in the ground in a dark and rainy day.

Dias de chuva

Hoje apetece-me escrever em português. Não pára de chover faz 3 dias, sempre cinzento, sempre vento, sempre cheiro a terra e húmus. O trabalho não pára, mesmo com a água a cair sobre nós, mesmo com o frio no corpo molhado...
Abrem-se buracos para plantar novas plantas, com as ovelhas e a chuva por companhia.

















The first sunset of the new Year, view from my window. Hope it's a good start, just like a vacation postcard of my teenager's time...
In the winery where we do our Vinho Verde AIR and MICA, preparing some samples to taste and decide the final blends of vintage 2010.













Uma parte da história, por António Lopes Ribeiro

Nasci em Dezembro de 1970, numa casa de granito construída pelo meu pai, António Ribeiro, num terreno herdado pela minha mãe, Maria Fernanda, outrora pertença do meu avô que por sua vez o tinha recebido do meu bisavô. A pedra utilizada na sua construção foi, ela própria, arrancada nesse terreno. Segundo conta o meu pai, hoje com mais de 80 anos, a casa e os armazéns demoraram dois anos a construir. De uma terra inóspita e praticamente inculta nasceu uma bela construção e vários terraços perfeitamente aráveis, onde viria a nascer a vinha do Outeiro. Conta também que, nesse ano, em virtude da grande preocupação com a obra, perdeu praticamente toda a colheita de vinho...

Mesmo assim ainda teve tempo para plantar uma nova vinha. Nasci sobre uma adega, com cubas de betão, lagar e tonéis. Em Dezembro os vinhos ainda se ajeitavam no interior do vasilhame e os seus aromas atravessavam o tabuado que separava a adega do meu quarto. Sou o quarto filho, irmão de Adriano, Hélder e Jorge.